quarta-feira, 15 de abril de 2009

Eu também vou fazer greve de fome


Na semana passada o presidente da Bolívia, Evo morales, iniciou uma greve de fome. O motivo de tamanha bravura é para forçar o congresso Boliviano, para aprovarem a lei eleitoral que garante o pleito de 6 de dezembro, para o qual ele é considerado favorito à reeleição.

Evo Morales recebeu apoio de Fidel Castro, Hugo Chávez e de cerca de 2.000 bolivianos, que também fizeram greve de fome, como forma de apoio ao seu presidente.

A crise política na Bolívia ganhou força com as divergências para aprovar um regime eleitoral transitório obrigado pela nova Constituição para poder realizar o pleito geral previsto inicialmente para dezembro.

A oposição estava rejeitando o projeto de lei apresentado pelo Governo, porque considera que dá vantagens a Morales para ser reeleito em dezembro. Os principais pontos de divergência são o censo eleitoral, a reserva de uma quota de cadeiras para setores indígenas e o voto dos bolivianos no exterior.

Mas a oposição acabou cedendo, e Morales, parou com sua greve de fome, que já durava 6 dias. Esta é sua 18ª greve de fome desde os seus tempos de líder cocaleiro e seu recorde pessoal é de 18 dias sem comer.

"O povo nunca deve esquecer os processos revolucionários à cabeça das forças sociais", disse Morales, ao comentar as passeatas, cerco ao Congresso e as greves que permitiram aos movimentos sociais alcançar seus objetivos.

Essa idéia de greve de fome é boa, apesar de não ser uma atitude original teve um efeito positivo.

A moda da eleição eterna, proposto por Chávez, chega até a Bolívia, com a força da revolução bolivariana. Agora Morales, vai poder se candidatr novamente e se for eleito vai ficar no poder até 2015.

Será que o Protogenes, vai fazer o mesmo para volta para a PF?


Fonte: Folha

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