
“Nós temos que salvar o pulmão do mundo, pois se continuar do jeito que está às futuras gerações irão sofrer devido o aumento das temperaturas...”
Com certeza você já deve ter visto esse discurso. Pois é esse é o discurso preferido de muitas ONGs, que de certa forma se aproveitam da situação. Dizendo que o governo permite o desmatamento predatório. Permitindo a derrubada de arvores para a criação de gado.
Eu assisti a uma reportagem no jornal da Band, falando sobre as ONGs internacionais, que muitas são mantidas através do governo de seus respectivos países (contraditório, não?). Se fosse só isso seria bom, mas o buraco é mais em baixo.
Há mais ONGs estrangeiras, indigenistas e ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano, que a cada 3 segundos morre uma criança de desnutrição.
Existem mais de 350 ONGs internacionais, para 340 mil índios. Já na seca do nordeste existem 13 milhões de habitantes e apenas quatro ONGs cadastradas. A fome e a seca está fora de moda. Além de ser de responsabilidade de seus respectivos governos, mas a Amazônia é de responsabilidade do mundo. Mais do que justo não é?
O mundo diz que não temos condições de proteger a Amazônia, de certa forma eles têm razão, pois o desmatamento continua a todo vapor, apesar de algumas medidas tomadas pelo ministro do meio ambiente, Carlos Minc. No total, a área desmatada nos estados da Amazônia Legal entre agosto de 2007 e julho de 2008 ficou em 11.968, contra 11.532 registrados no período anterior.
Muitas ONGs de fachada que entram na Amazônia com finalidades comerciais. Um exemplo é do generoso ambientalista sueco Johan Eliasch, dono de uma ONG, que comprou uma área do tamanho da cidade de São Paulo e revende partes de “sua” selva para cientistas fazerem pesquisa (isso para proteger a selva da mão dos tupiniquins sem coração). A lei brasileira permite a venda de 25% da floresta, mas se pagar bem pode arredondar para 30% e por ai vai...
Eu fico puto quando eu vejo matérias na TV, de gringo exportando clandestinamente, insetos, aves, plantas e outras iguarias da Amazônia. Um caso que ficou bastante conhecido foi o Açaí, pois você sabia que o Açaí foi patenteado no Japão?
Foi preciso o governo brasileiro provar que o Açaí é brasileiro, para quebrar a patente dos japoneses. Para poder usar a marca Açaí, pois todo produto que viesse como nome Açaí, teria que pagar Royaties para a empresa japonesa que patenteou.
Na revista Superinteressante desse mês, levanta mais uma lenda urbana, do que uma real possibilidade. A questão é a seguinte: E se vendêsse-mos a Amazônia?
Com certeza daria, para sanar todos os problemas sociais do Brasil, poderíamos nos tornar uma verdadeira potência mundial, com os cofres gordos. Poderia assim ter uma diminuição dos encargos tributários e uma distribuição de renda mais justa. Isso sim seria uma maravilha.... Ou não?
Segundo estimativas do governo são que existam pelo menos US$ 15 trilhões em reservas minerais e US$ 5 trilhões em madeira sustentável (pode ser cortada, vendida e replantada). Isso sem contar a metade das espécies vegetais e animais do planeta. Com esse campo de pesquisa, poderia ser descoberto a cura de doenças como o Câncer e a AIDS. Quanto isso valeria?
Hoje o Brasil pode cobrar Royalties sobre qualquer remédio fabricado por lá. Com a venda da Amazônia, ficariam mais baratas as pesquisas cientificas.
Do jeito que essa crise pegou todo mundo com a calça na mão. Acho mais fácil eles invadirem e tomar a Amazônia. Para isso é simples, basta o Obama dizer que os índios da Amazônia filiaram-se a Al-Qaeda e, estão enriquecendo urânio, para construir uma bomba nuclear. E para proteger o mundo é preciso acabar com o terrorismo. E vão ficar na Amazônia até destruir as tribos terroristas. Como o bush fez com o Iraque, com a desculpa de encontrar as armas químicas.
Pensando bem, antes que isso aconteça, acho que eu vou vender as minhas férias para comprar 1 m² da Amazônia, para assim alugar para os gringos. O que você acha?
PS. Dêem uma olhada nesse discurso do até então ministro da educação, Cristovam Buarque. Ele fala sobre a internacionalização da Amazônia, esse discurso foi divulgado pela mídia, mas vale a pena ler. E pode copiar o discurso, que vale muito a pena, repassar.
http://hdebarbamalfeita.blogspot.com/2008/07/discurso-do-ministro-brasileiro-da.html
Fonte: http://www.noticias.uol.com.br/cotidiano
sábado, 29 de novembro de 2008
A Venda da Amazônia
Postado por Homenzinho de Barba Mal feita às 03:04 48 comentários
Marcadores: Carlos Minc, Desmatamento na Amazônia, ONGs internacionais, venda da Amazônia
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