domingo, 10 de maio de 2009

As sete maiores mentiras do currículo


De cada dez currículos que chegam às empresas, quatro têm informações distorcidas. E outros dois contêm mentiras deslavadas. A conclusão é da empresa de investigações Kroll, que presta serviço de análise de currículos para companhias, depois de analisar os dados de candidatos a emprego de nível gerencial para cima. A maquiagem curricular não é exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, a taxa de invenções destinadas a impressionar contratantes é bem parecida, segundo uma pesquisa que foi realizada.

O problema deverá crescer com o acirramento da competição por empregos. Desde o início da crise econômica, no final do ano passado, o Brasil fechou 700 mil vagas de emprego formal. E muita gente que se sente ameaçada já está tratando de procurar alternativas. A Manpower, empresa especializada em recrutamento, registrou um aumento de 50% no número de currículos recebidos. Numa situação assim, cresce a pressão para se destacar dos concorrentes e, consequentemente, a tentação de mentir ou exagerar no currículo.

Um outro problema, encontrado pelos candidatos é o excesso de pré-requisitos. São tantas exigências, tantos pré-requisitos que mesmo tendo 2.000 candidatos, para 4 vagas de trainne, por exemplo, muitas empresas não conseguem encontrar nenhum profissional capacitado para a função.

Muitas empresas tem dificuldade em encontar profissionais, devido a limitação do setor de recrutamento e seleção. Já participei de diversas entrevistas, e percebi a dificuldade em encontrar um selecionador competente, quando a vaga é para coordenador. Apesar de já ter experiência como coordenador de equipes e já ser formado, muitos selecionadores, não me aprovaram pelo fato de acharem que eu estava mentindo em meu currículo, afinal mentir no currículo tornou-se algo mais do que normal.


Veja agora as sete principais mentira do currículo:



1. Idiomas

É a mentira mais popular. Trata-se daquele inglês “básico” que no currículo se torna “avançado”. É também a mentira mais fácil de ser identificada. Ocorre principalmente em seleções de jovens profissionais que não esperam uma avaliação rigorosa de seu domínio de idioma estrangeiro. Um simples teste ou uma conversa com o recrutador são suficientes para desmascarar o monoglota.

2. Qualificação
Inventar uma especialização técnica ou transformar um curso rápido em pós-graduação também são manobras muito comuns – e fatais – nos processos de seleção. Além da questão moral, se a fraude é descoberta, leva à dúvida sobre todas as competências que o candidato afirma ter. Essas mentiras são normalmente descobertas na entrevista, quando o recrutador pede detalhes dos cursos realizados – nome dos professores, das disciplinas etc. Se o candidato conseguir manter a farsa, ele ainda pode ser desmascarado quando checadores ligam para a universidade para conferir as informações. Algumas empresas são mais diretas: exigem o certificado dos cursos.

3. Cargos e funções
Muitos candidatos mentem sobre cargos em empregos anteriores para demonstrar experiência ou pleitear salário mais alto. Assim, um estagiário pode virar assistente, um supervisor vira gerente, e por aí vai. São dados de checagem relativamente fácil quando a entrevista é bem feita: o candidato costuma escorregar nos detalhes sobre seu passado profissional.

4. Participação em projetos
Esse tipo de mentira, relacionada a conquistas e projetos implementados em empregos anteriores, exige um esforço maior do recrutador. Por causa do passar do tempo e da rotatividade das empresas, muitas vezes é difícil entrar em contato com antigos colegas do projeto mencionado. Segundo Max Gehringer, esse problema começou a surgir nos anos 1980, quando passaram a circular currículos em primeira pessoa. “O currículo com as palavras ‘liderei’ ou ‘coordenei’ é complicado porque são ações difíceis de ser mensuradas e com resultados muitas vezes subjetivos”, diz Max. A estratégia dos recrutadores para detectar as invencionices é levar a entrevista a um nível de detalhe extremo, para capturar contradições.

5. Motivo de desligamento
Se percebida, a mentira sobre os motivos da saída de empregos anteriores desperta a impressão de que o candidato quer esconder algo. Demissões nunca são bem vistas. Mas hoje, com a rotatividade tão alta, deixaram de ser um estigma. Mesmo assim, devem ser explicadas. Se o desligamento foi espinhoso, o melhor é demonstrar maturidade, assumir eventuais maus passos e mostrar que o episódio serviu de lição. Jogar a culpa no ex-chefe é tentador, mas o efeito é quase o mesmo de um pedido para desistir do processo de seleção.

6. Datas de entrada e saída de empregos

Esticar em alguns meses a permanência no emprego anterior pode ser até aceito pelo selecionador, para quem tem vergonha de dizer que estava desempregado. “Mas a manipulação de datas é intolerável quando ela tenta esconder um padrão de permanências curtas nos empregos”, afirma Vander Giovani, da Kroll. Uma ou duas passagens curtas podem ser devidas a dificuldades de adaptação, diz Giovani. Mais que isso é sinal de instabilidade e falta de habilidades sociais. “Há aqueles que nem sequer colocam experiências curtas para não destacar essa instabilidade”, afirma Carlos Eduardo Dias, da Asap. “Essa omissão é imperdoável.” E facilmente constatada por checadores, ao ligar para empresas ou observar a carteira de trabalho.

7. Endereço

Muitos candidatos mentem em relação ao local de moradia por três motivos: imaginam que morar perto pode facilitar a contratação; acreditam que morar em um bairro mais pobre prejudique suas chances; ou tentam obter uma verba maior de vale-transporte. Nos dois primeiros casos, é uma mentira menos ofensiva, mas também não vale a pena. Quando for descoberta – pela checagem do comprovante de residência ou pela visita de um colega –, ela vai despertar desconfiança do empregador.

Fonte: Época

7 Comments:

said...

Em tempos de crise mentir é o melhor remédio????
Ainda não, mas que as vezes dá uma vontade de inventar umas 'qualidadezinhas extras' não resta a menor duvida!!!
Abços

Juliano Jacob said...

Um cara que era da minha sala entrevistou um outro sujeito na empresa dele que disse "Saí da outra empresa porque meu chefe é prego" durante a entrevista. É mole?...

Homenzinho de Barba Mal feita said...

Meu chefe é um prego foi ótimo...rs
O que mais existe em entrevista é pérolas.

desvinculos said...

entrevista real só se for com torturadores russos, do contrário é mentira na certa! Tambem o cara pergunta qual seu ponto negativo? quer que falemos o que? eu sou preguiçoso? eu sou ladrão? tenho muito sono de tarde? perguntas assim merecem mentiras!

MaryLand said...

Concordo com o comentario acima! Perguntas idiotas merecem respostas cretinas! Óbvio q nao vou falar quais sao meus defeitos! Até porque muitas vezes a gente nem sabe quais sao!

Bala Salgada said...

Eu não sabia que mentiam tudo isso, ainda bem que nunca fiz isso, no finalzinho quando competia com outra garot ganhei, sei lá porque mas não mentir valeu a pena.
E acho que fui honesta pra caramba: inglês nível avançado na leitura e fluente na fala, japonês: básico. Rs...e pior que morei um tempão aqui. Fazer o que, inglês eu gosto, japonês não entendo!

Felipe Corleone said...

uahuaha muinto massa !

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